Mochileiro na Grécia!



Muito sol na cabeça e muita bagagem nas costas. Isso fez minha pressão cair e eu achar que desmaiaria na estação de Roma. Passado o susto, comi algo salgado e embarquei para Bari. Cinco horas depois, lá estava eu, do outro lado da bota, olhando para o Mar Adriático e, quase que vendo a Croácia do outro lado. 

O porto de Bari é grande e de lá partem barcos e ferries para diversos lugares além da Grécia, como Croácia, Albânia e Creta. Confesso que fiquei com mais vontade ainda de conhecer a Croácia. Sempre ouvi dizerem que é um país lindo e me prometi que irei lá um dia. James, canadense que está viajando pela Europa há e meses foi pra lá e sua decisão baseada em economia. No nosso papo dentro do ônibus que ia ao Porto, ele disse: “chegarei no porto e embarco pra onde for mais barato.” Simples, não? Mas minha escolha já havia sido feita há alguns meses e eu embarquei com destino a Patras, na Grécia. 

Um pôr do sol inesquecível fechou com chave de ouro minha passagem pela Itália e, após jantar, o cansaço bateu. Aquelas poltronas (pois é, não havia mais camas disponíveis) não pareciam que iam me acomodar bem, mesmo sendo maiores que a de qualquer avião, tamanho era meu cansaço. Um casal tomou coragem e deitou entre as fileiras. Eu fiz o mesmo, mas com meu saco de dormir e meu mini-travesseiro. Daí em diante, pude assistir, por alguns minutos e por baixo dos assentos, outros mochileiros abrindo seus sacos de dormir e deitando. De manhã, o local parecia um alojamento de jogos universitários, onde era difícil circular sem pisotear uma cabeça ou um braço. Foi no mínimo engraçado e bem melhor que dormir sentado, afinal, mais 4 horas de trem me esperavam de Patras a Atenas.

Foi assim que cheguei à capital grega, cidade que, como Roma, respira história. Essa região é base da civilização humana e aqui observa-se monumentos (ou parte deles) que já sobrevivem a mais de 5 mil anos.

Sob os 38 graus (quem mandou reclamar dos 35 da Itália?) que cozinhavam a capital grega, saí pela cidade. Com um ticket de 12 Euros você pode visitar as principais atrações históricas e esse bilhete vale é válido por 4 dias. O Templo de Zeus foi minha parada, onde pude observar as últimas colunas que estão em pé. De lá segui rumo a Acrópole de Atenas, a Maravilha da vez.

A Acrópole de Atenas é a atração mais conhecida do país. E também era a principal acrópole da Grécia no passado. As acrópoles eras centros administrativos das cidades modernas. Dentre os monumentos que estão na acrópole, o mais famoso é o Parthenon, que era o templo da deusa grega Atena. Hoje, todos monumentos passam por um grande processo de restauração, então, junto aos turistas e a toda essa história, estão operários e vigas.

Como estou na altíssima temporada, as ferries para as ilhas gregas estavam lotadas. Junte a isso o fato de eu ter poucos dias aqui, então optei por conhecer as ilhas em outra oportunidade. Sim, uma pena, mas acho que eu não aproveitaria o quanto elas merecem. É sempre bom deixar algo pra ter uma forte razão pra voltar. Eu farei isso! Esse país merece.

Minha vontade de entrar no mar mais azul que já vi foi morta em Glifada, uma ótima praia de Atenas onde passei um excelente sábado com Nicholas, companheiro de quarto neozelandês.

Apesar do atendimento grego não ser o mais cordial do mundo, a comida grega é realmente saborosa. Claro que tive que provar o real “churrasquinho grego” conhecido aqui como Souvlaki, que normalmente é servido num “cone” de massa. Uma delícia, barato e ótimo para rápidas refeições. Também provei o Moussaka e o Frapê de café que os gregos tomam a toda hora. Gelado e incrível, perfeito pro final de tarde. Antes que pensem, não quebrei nenhum prato aqui!

Me despedi de Atenas e da Grécia com uma visita ao Complexo Olímpico, que abrigou as últimas Olimpíadas, em 2004 e uma dura (e realmente válida) subida ao topo do Monte Likavitos, de onde pode-se ver a cidade em 360 graus. Realmente o local perfeito para dizer adeus à Grécia!

É hora de ir para a Turquia e pisar na Ásia pela primeira vez. Pois é, Istambul tem seu território dividido entre os continentes europeu e asiático. Semana que vem, contarei tudo sobre essa cidade e sobre meu retorno à África, agora pelo Egito!

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Coluna publicada no portal iG Turismo.

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