Tailândia animal!

Uma semana de muita emoção. Uma Tailândia selvagem apareceu na minha viagem e deixou marcas incríveis, com muitas alegrias e a sensação de ter vivido ao máximo do lado animal desse país!

Adoro mapas. Sempre que chego a um lugar novo, faço um exercício: mentalmente, visualizo o mapa do país onde estou e começo a entrar nele, percorrendo todos os caminhos, até chegar ao ponto exato da minha parada. Dessa vez, fui longe.

Saindo da capital Bangcoc, viajei por 10 horas de ônibus rumo ao norte da Tailândia, para a cidade de Chiang Mai, a segunda maior do país e centro de templos budistas e de grande poder econômico na região. Com mais quatro horas dentro de uma van, cheguei a Pai, linda e calma cidadezinha, que muito me lembrou Itacaré, Jericoaquara e Itaúnas, no Brasil – sem as praias, infelizmente. De lá, foram mais três horas montanha acima até Mae Hong Son, outra grande cidade do norte, e 20 quilômetros de estrada de terra até a beira de um rio de forte correnteza.

Tribo Karen, na Tailândia!

Por alguns momentos, parecia que este seria o ponto final da minha aventura. Mas foi aí que apareceu uma caminhonete, na qual peguei carona até a outra margem e à porta de uma comunidade mais do que especial. A pouco mais de 10 quilômetros da fronteira da Tailândia com Mianmar, estava prestes a conhecer a vila das mulheres-girafa.

Minha fascinação com essa vila vem desde a infância. Lá pelos meus cinco anos de idade, assisti ao desenho do Pernalonga e o vi visitar um vilarejo, em que mulheres utilizavam diversos anéis em volta do pescoço, que ficava parecendo com o de uma girafa. Mal sabia eu que, mais de 20 anos depois, as encontraria pessoalmente, conversaria com algumas e conheceria uma cultura fantástica.

Man-San, uma das mais velhas da pequena, pobre, mas muito simpática vila, me contou um pouco da historia dessas instigantes mulheres. Quando completam cinco anos, as meninas da tribo Ban Mai Nai Soi ganham seus primeiros anéis, que são colocados pelos próprios pais. Depois, a cada dois anos, acrescentam mais um, chegando a usar até 25 anéis na fase adulta. Um total de até 10 quilos sobre os ombros e em volta do pescoço. De perto, pude perceber que, ao contrário do que se pensa, os pesados anéis empurram os ombros para baixo, e não o pescoço para cima.

Apesar de viverem de forma simples, essas mulheres parecem não estar paradas no tempo. Para minha surpresa, muitas conhecem alguns idiomas. Além da língua local, única da tribo, arriscam palavras e frases em inglês, espanhol e italiano. A própria Man-San consegue manter um bom dialogo em espanhol graças ao que aprendeu com o irmão que mora na Espanha e a visita uma vez por ano.

Esse contato com outras línguas ajuda na principal fonte de renda do local: o turismo. Cerca de 15 barraquinhas com souvenirs enfeitam a principal via da vila, fascinam turistas e mantém os 200 habitantes durante todo o ano.

E na terra das mulheres-girafa, os homens são coadjuvantes. Apenas em um momento os notei: quando dei de cara com um pôster da seleção brasileira de futebol (sempre!) colado na parede de uma das casas.

Já as crianças dão alegria aquelas estreitas vielas. Não tem jeito, elas sempre me chamam a atenção. Meu primeiro contato com elas foi em frente à escolhinha da vila. Me aproximei de um animado grupinho que brincava por ali e iniciei uma interação, que começou através de fotos da minha maquina digital. Foi só começar a mostrá-las que as gargalhadas apareceram. Quando vi, já estava agachado, cercado por toda a criançada, rindo e me divertindo junto com eles. Que momento incrível! Nessas horas tenho a certeza de que não precisamos de muito para sermos felizes! Sorrisos inocentes e sinceros que me emocionaram muito!

 

 

 

E acho que foi esse mesmo sorriso inocente que dei ao encostar a mão num grande tigre – uma das experiências mais incríveis não só da viagem, mas da minha vida. No Tiger Kingdom, a 20 quilômetros de Chiang Mai, brinquei com quatro desses animais. Três horas após comerem 1,5kg de frango, os grandes felinos estavam calmos. Mas a cada levantada de um deles para uma caminhada, ou para me olhar, dava um frio na espinha. No final, já estava mais a vontade, brincando com a pata deles, acariciando a barriga, mas sempre mantendo distância segura da cabeça, seguindo orientação dos tratadores que acompanhavam de perto cada movimento.

Passeio de Elefante na Tailândia!

Já com Mai foi diferente. Fiquei, literalmente, em cima da cabeça dessa elefanta de 35 anos durante um passeio pela mata da região de Pai, cidade que mais gostei até agora aqui na Tailândia. Difícil descrever a sensação de estar a quatro metros do chão, apoiado naquela enorme cabeça e cutucando suas orelhas com meus pés. Melhor que isso, só o banho de rio e de tromba que levei, numa brincadeira inesquecível, que me deixou sorrindo pelo resto do dia e que me faz sorrir sempre que lembro.

Ainda tive tempo para assistir um show de encantadores de serpentes, que mostraram incrível habilidade no tratamento com as cobras, apesar de ter notado que um dos profissionais tenha saído com a mão machucada.

Minha aventura pela Tailândia ainda não acabou! O sul, com suas praias e ilhas paradisíacas me aguardam! Fique de olho em tudo isso na semana que vem!

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4 thoughts on “Tailândia animal!

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  2. Carambaaaa, que coragem de brincar com tigres!! Morro de vontade de conhecer a Tailândia, mas acho que brincar com tigres é um pouco demais pra mim! rsrsrs
    O post está excelente, a gente até se sente um pouquinho na viagem com você. 😉

    1. Oi Renata! Obrigado pela visita e comentário!
      Essa é a ideia, tentar fazer com que as pessoas viagem um pouco e dividir essa experiência!
      E não se preocupe, pois os tigres são bonzinhos… tem muito mais com o que se preocupar ou ter medo por aí! rs 😉

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