O que fazer em Buenos Aires? Um post que vale por 5!

O que fazer em Buenos Aires? X5

Pra começar, o título é só pra dar um título. Isso mesmo, quando a gente não sabe o que escrever, coloca algo assim, tipo clichê, pra facilitar a busca no google!

E explico de novo: já fui a Buenos Aires cinco vezes, em situações totalmente diferentes e vou compilar tudo aqui, então como eu poderia dar um título só?

Explicado? Então aqui começa o post. Oficialmente!

Não é minha pretensão dizer o que se deve e o que não se deve fazer em Buenos Aires. Aliás, odeio isso, afinal não há nada obrigatório em lugar algum. Há o que interessa a você e não interessa a mim e vice-versa.

A minha primeira vez em Buenos Aires foi em 2003, quando eu trabalhava na TAM e tinha aquele descontão de funcionários. Pagava baratinho em qualquer voo que tivesse disponibilidade (afinal, não poderia embarcar e tirar o assento de um passageiro comum, né?). Mas sempre tinha. Ou quase sempre. Pelo que eu me lembro, apenas uma vez eu tive que esperar voos seguintes. Mas então, fui pra capital argentina com meu irmão. Era o começo da febre brasileira por lá. Poucos voos, quase não se ouvia português na capital porteña. Os táxis ainda eram baratos e nem pensar em pagar qualquer coisa com reais. Comprei vinhos, alfajores baratíssimos, doce de leite e uma camisa da Seleção Argentina de futebol. Feliz da vida!

Com meu mano em frente à Casa Rosada.
Com meu mano em frente à Casa Rosada.
Os famosos táxis de Buenos Aires
Os famosos táxis de Buenos Aires

Foram 3 dias. Nos hospedamos no Aspen Suites, muito bem localizado, pertinho da Calle Florida, o paraíso das compras, apesar de eu não gostar de compras. No centro, fizemos o roteiro básico para poucos dias e ótimo para marinheiros de primeira viagem, digamos assim.

  • – Avenida 9 de Julio (a mais larga do mundo), com parada no Obelisco, que é o principal cartão postal da cidade;
    • – Recoleta, bairro super charmoso da capital argentina;
    • – La Boca, com tour guiado no famoso estádio La Bombonera, do Boca Juniors;
    • – Feira de San Telmo, pra quem gosta de antiguidades e curiosidades aos domingos;
    • – Casa Rosada;
    • – Puerto Madero, para provar aquela carne argentina espetacular, onde provei o meu primeiro e inesquecível bife de chorizo. 

 

Av. 9 de julio,a mais larga do mundo, em Buenos Aires
Av. 9 de julio,a mais larga do mundo, em Buenos Aires
La Boca, o bairro mais tradicional de Buenos Aires
La Boca, o bairro mais tradicional de Buenos Aires
  • San Telmo, um charmoso e simpático bairro de Buenos Aires
    San Telmo, um charmoso e simpático bairro de Buenos Aires
  • Ah, como não poderia faltar o tango, fomos ao Café Tortoni, que tem o delicioso espesso (um chocolate quente fantástico) e tem o show de tango mais antigo de Buenos Aires. Mais reservado e interessante, na minha opinião, comparado com outros mais “espetaculosos”, como o Sr. Tango, por exemplo, que leva mais o estilo Broadway!

 

O famoso Café Tortoni, com o tango argentino na sua essência!
O famoso Café Tortoni, com o tango argentino na sua essência!

Ah, como não tinha jogo em La Bombonera e éramos todos loucos por futebol, fomos ao simpático estádio José Amalfitani, do Vélez Sarsfield. Foi bem divertido!

 

Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires
Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires

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Em 2006 voltei a Buenos Aires. Havia morado na Nova Zelândia por cinco meses e a minha passagem da Aerolíneas Argentinas me dava o direito de fazer um stop na terra de Carlos Gardel e Maradona. Lá encontrei com minha namorada e passamos alguns dias na cidade antes de seguirmos ao Uruguai.

Repeti alguns passeios da primeira visita, , incluindo uma ida ao estádio La Bombonera, do Boca Juniors, mas a viagem tinha um clima mais romântico, é claro. Ficamos em um flat alugado em Palermo, onde recomendo a feira de livros. Voltamos ao Tortoni e aproveitamos para conhecer Tigre uma simpática cidade vizinha a Buenos Aires, acessada facilmente em um trem intermunicipal.

Mochileiro em La Bombonera
Mochileiro em La Bombonera

Nessa oportunidade, encontramos dois amigos brasileiros que estavam morando na cidade há algum tempo e nos levaram a um Tenedor Libre, que equivale ao nosso famoso rodízio de carnes. A diferença é que a carne de lá é argentina. Preciso falar algo mais?

Desta vez os táxis ainda eram baratos, mas os taxistas não pareciam mais tão gentis. Uma loja ou outra já aceitava reais e eu aproveitei para trazer algumas caixas de alfajores para o Brasil (de novo).

De lá, seguimos ao Uruguai para conhecer Montevideu e Colonia do Sacramento. Esta segunda, uma pérola da América do Sul que eu posso escrever mais a respeito em outro post, mas já deixo a dica aqui: se quiser fazer esse trajeto pelo Rio da Prata, de barco, vá de Cacciola, ótimo transporte usado pelos locais, pois normalmente os turistas seguem de Buquebus, um navio gigante e muito mais caro! #ficaadica

Barco Cacciola na travessia Argentina / Uruguai
Barco Cacciola na travessia Argentina / Uruguai

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Quatro anos mais tarde, retornei novamente a BsAs (como alguns mais íntimos costumam chamar). Desta vez, minha família havia decidido passar o final de ano lá. Me hospedei no Hotel Design Suite, na Recoleta. Ótima localização, custo benefício e pertinho de um mercadinho com vinhos argentinos bons e baratos! 😉

Minha irmã e meu cunhado, viajantes de primeira e super organizados, haviam preparado um roteiro excelente, com destaque para a gastronomia. Conheci El Palácio de la Papa Frita (excelente!), o El Sanjuanino das empanadas, a sorveteria Freddo e viramos o ano em Puerto Madero, com um delicioso bife de chorizo (de novo), obviamente!

Desta vez ainda visitei o famoso Cemitério da Recoleta, onde está enterrada Evita Perón e fui também ao Museu de Belas Artes! Dois lugares muito interessantes! Além disso, a grande e lindíssima livraria El Ateneo, mundialmente conhecida e parada obrigatória para quem gosta de boa leitura, de relaxar ou apenas admirar um edifício histórico espetacular!

Cemitério de la Recoleta, em Buenos Aires
Cemitério de la Recoleta, em Buenos Aires
Livraria El Ateneo, em Buenos Aires
Livraria El Ateneo, em Buenos Aires
Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires
Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires

De resto, o Café Tortoni tinha filas quilométricas, o português já quase mais ouvido que o castelhano, os táxis caros e os taxistas sempre tentando enganar os brasileiros cheios de reais valiosos, que já eram aceitos quase que em todos os lugares. Não comprei alfajores, pois minha família estava lá e eu não precisaria presenteá-los, além do que, no Brasil eles já custavam o mesmo preço. É, as coisas estavam mudando… 🙁

Floralis Genérica, uma escultura de 20 metros doada pelo arquiteto Eduardo Catalano, que se tornou um dos símbolos de Buenos Aires.
Floralis Genérica, uma escultura de 20 metros doada pelo arquiteto Eduardo Catalano, que se tornou um dos símbolos de Buenos Aires.

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Minha penúltima passagem por Buenos Aires foi em 2012, com um grupo de vinte e cinco amigos. (sim, você não leu errado, éramos vinte e cinco). Fomos comemorar os 10 anos do time de futebol dos formados da faculdade. Passamos o final de semana lá, fechando a passagem pela capital porteña com um amistoso contra um time local.

Eu fiquei responsável pela organização da viagem e com o título de chefe da “delegação”.  Nos hospedamos no Aspen Suítes (que eu já conhecia, né!), ficamos amigos de um verdureiro gente fina e não lembro muito mais do que isso, pois entre um jogo e outro provamos algumas Quilmes. Se você quiser saber como foi a viagem, pode assistir ao vídeo que foi feito. Ah, comprei uma caixa de alfajores (do mais baratinho e não menos bom) no free shop, só pra relembrar e não perder o costume.

Veja aqui mais ou menos como foi isso:

Ah, se você planeja fazer algo parecido com seus amigos (e eu recomendo), posso te ajudar nisso! 😉

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A última passagem por Buenos Aires foi relâmpago e só conto aqui pra fechar o post e pra dizer que experimentei um serviço que pode ser útil. Foi na minha ida à Patagônia, quando, vindo do Ushuaia, desembarquei no Aeroporto Aeroparque, que fica no centro da cidade e reembarquei em Ezeiza, o aeroporto internacional, que fica mais afastado, como acontece em Guarulhos, Galeão ou no Afonso Pena, se fizermos uma comparação com os aeroportos brasileiros. Utilizei o serviço de ônibus da Tienda León, que faz esse percurso em aproximadamente 1h30min.

Ônibus Aeroparque - Ezeiza
Ônibus Aeroparque – Ezeiza

É isso… acho que conheço um pouco de Buenos Aires, cidade bonita e agradável, cheia de cultura e belezas, que encareceu nos últimos anos, mas onde se come bem e há muita diversão.

Pronto, escrevi um baita post enorme e paguei a dívida!

Quer saber mais, tem o Guia de Buenos Aires do Mochileiro, com dicas de outros viajantes também!!

Mais ainda? Me chama pra um papo regado a Quilmes ou um café com alfajor que te dou outras dicas! 😉

Buen viaje, hermanito! Cuidate!

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Veja também:

Patagônia em velocidade de Cruzeiro!

Guia de Buenos Aires!

O outro lado das Cataratas.

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