Mochileiro na Índia! E no Taj Mahal!

Após um Day Use * no aeroporto de Istambul, peguei o vôo para Delhi, capital da Índia. 

O slogan do Marketing do Turismo na Índia é “Incredible Índia” e não é por acaso. Esse país é realmente diferente de tudo que já vi. Em uma comparação ao nosso Brasil, não é possível ver tudo (nem um décimo) em apenas uma viagem, ainda mais sendo de apenas 10 dias. Pois é, não tem jeito, terei que voltar!

Delhi foi uma grata surpresa. Cidade enorme e cheia de contrastes. A região das embaixadas, onde estava meu albergue é segura e bonita. O centro tem aquela cara e aquela vida que sempre ouvi falarem da Índia. Sim, é chocante para quem não está preparado, um povo pobre que vive com muito pouco, mas mesmo assim tem brilho no olhar e sorrisos para oferecer. Hoje a cidade parece um canteiro de obras por causa dos jogos Commonwealth que acontecerão em 2010. Delhi se prepara e se moderniza junto com o rápido crescimento do país e da população. Animais na rua? Sim, mas não como sempre me disseram. Imagine só, vi só três vacas em avenidas. Me contaram aqui que a grande maioria das 100 mil vacas que circulavam pela cidade livremente (sim, aqui elas são sagradas e não podem ser abatidas) foram colocadas em outros lugares e muita gente que as alimentava para poder tirar o leite, ficou sem o beneficio grátis!

Mochileiro de Riquixá em Jaipur

O Rajastão é o estado que fica na parte oeste da Índia e faz fronteira com o Paquistão. Talvez seja aqui onde a Índia seja mais pura. Acho que essa é a Índia que lemos, ouvimos e vemos em fotos (me entendem?). Parece que aqui as buzinas são mais altas (apesar de elas estarem em todos os lugares!), a comida é mais saborosa e apimentada, a alegria de viver é maior, que as cores são mais fortes e que você está mais próximo de tudo que esse país tem para te oferecer. Depois de assistir a uma apresentação de Marionetes que os irmão Prakash e Bradesh fizeram e de conversar com eles, senti realmente que estava na Índia. Eles são a sétima geração da família que mantém essa tradição no Rajastão. Sempre sorrindo, me deram um boneco de presente!

Teatro de Marionetes - Jaipur (6)

Após pagar as 750 rúpias (aproximadamente R$ 30,00) e ganhar uma garrafa de água mineral, passei pelo portal de entrada e me encontrei com aquele maravilhoso gigante de mármore. Esse era o motivo da minha vinda à Índia. Alguns minutos depois de ficar parado observando a 7ª Maravilha do Mundo, pensei: Estou no Taj Mahal, a maior prova física de amor do planeta!

Se eu tivesse vindo à Índia e somente visitasse o Taj, já valeria a pena.

Esse maravilhoso monumento que foi construído pelo imperador Shah Jahan entre os anos 1630 e 1652 por mais de 20 mil homens e custou milhares de rúpias, além das mãos de quem o criou (para nunca ser copiado), serviu como mausoléu para sua esposa preferida, Aryumand Banu Begam, que morreu após dar a luz ao seu 14º filho.

De longe, mesmo em um dia nublado, o mármore branco reluz e se destaca. De perto, pode-se ver o mármore detalhadamente trabalhado e as pedras semi-preciosas trazidas de diversas partes do mundo incrustadas nas paredes formando flores por todos os lados. Dentro do Taj Mahal, vê-se o mausoléu do casal (o dela ao centro e o dele, a única parte assimétrica de todo o complexo, à esquerda). E de qualquer lugar vê-se a cara de admiração dos turistas – inclusive a minha – boquiabertos com essa, que com certeza, é uma das maravilhas do mundo!

Taj Mahal

O imperador Shah Jahan queria contruir um mausoléu igual, porém em mármore negro, ao lado do Taj Mahal, porém seus filhos, achando isso uma loucura, o aprisionaram até que ele morreu. Um triste fim para uma história tão bonita.

Já estou com saudades desse país. Mesmo tendo tido alguns pequenos problemas por aqui o brilho da Índia é inesquecível e incomparável. A Índia mexe com todos seus sentidos, ela precisa ser vista, tocada e sentida. Não é um país a ser visitado. O país te visita quando você está aqui. Nenhuma palavra ou fotografia mostrará essa sensação. Se quiser se emocionar, abra sua mente, prepare seu coração e desembarque aqui!

Mochileiro Segurando o Taj

O mochileiro não pode parar. É hora de me mover na Ásia. Logo chego na China, terra do desenvolvimento e de muita história, que hoje, tem como principal, os Jogos Olímpicos de Beijing. Aí vou eu!

*termo do turismo para utilização de alguma atração turística durante o dia.

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